Jacques Fux — Romancista brasileiro-judaico/Brazilian Jewish Novelist” — “Antiterapias”/ “Anti-Therapies” –fragmentos do romance/excerpts from the novel

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Jacques Fux

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Jacques Fux é graduado em matemática e mestre em ciência da computação pela UFMG, doutor e pós-doutor em literatura pela UFMG, pela Universidade de Lille 3 (França) e pela Unicamp, além de pesquisador visitante na Universidade de Harvard. Sua tese de doutorado, versão do livro Literatura e Matemática: Jorge Luis Borges, Georges Perec e o OULIPO (Perspectiva, 2016), recebeu em 2011 o Prêmio CAPES de melhor tese de Letras e Linguística do Brasil e foi finalista do Prêmio APCA de 2016. Antiterapias (Scriptum, 2012), seu romance de estreia, venceu o Prêmio São Paulo de Literatura 2013 e o manuscrito de Brochadas: confissões sexuais de um jovem escritor (Rocco, 2015), recebeu Menção Honrosa no Prêmio Cidade de Belo Horizonte. Foi finalista do Prêmio Barco a Vapor 2016. Publicou ainda Meshugá: um romance sobre a loucura, que saiu pela prestigiosa Editora José Olympio, e recebeu o Prêmio Manaus de Literatura 2016, e Nobel (José Olympio, 2018) em que realiza o sonho de todo escritor: ser laureado com um Nobel de Literatura.

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Jacques Fux has a degree in mathematics and a master’s in computer science from UFMG, a doctor and a post-doctor in literature from UFMG, the University of Lille 3 (France) and Unicamp, as well as a visiting researcher at Harvard University. His doctoral thesis, version of the book Literature and Mathematics: Jorge Luis Borges, Georges Perec and OULIPO (Perspectiva, 2016), received in 2011 the CAPES Award for the best thesis in Letters and Linguistics in Brazil and was a finalist in the 2016 APCA Award. Antiterapias (Scriptum, 2012), his debut novel, won the São Paulo Literature Award 2013 and the manuscript of Brochadas: sexual confessions of a young writer (Rocco, 2015), received an Honorable Mention in the Belo Horizonte City Award. He was a finalist in the Barco a Vapor Award 2016. He also published Meshugá: a novel about madness, published by the prestigious Editora José Olympio, and received the Manaus Literature Award 2016, and the Nobel Prize (José Olympio, 2018) in which he fulfills the dream of every writer: be awarded a Nobel Prize for Literature.

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Jacques Fux. Antiterapias. 2 ed. Belo Horizonte: Scriptum, 2014, 27-29, 113-114.

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Antiterapias

os fragmentos

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Então, se era para estudar, era para estudar. E se estava numa escola judaica atinha que rezar também. Não havia muito que questionar. Era para chegar cedo, rezar em hebraico—para não entender bem aquelas letras e músicas—e depois ir a sala de aula. Eu gostava das minhas aulas sobre a Torá, sobre o judaísmo e das aulas de hebraico. Ainda não era muito bom em hebraico. Ainda não sabia que poderia criar um Golem pela mera manipulação das letras hebraicas. Se soubesse, teria criado o mesmo Golem de Praga.O Golem de Bashevis Singer. Este Frankenstein judaico muito teria me ajudava a conquistar o amor de Silvinha e a repelir o profeta às avessas que sempre me perseguia. Mas eu desconhecia as relações entre letras e números. Não poderia imaginar (e v meus professores poderiam ensinar) as relações entre o Aleph, a matemática e um mundo literário completamente novo. Oh God, I could be bounded in a nutshell and count myself a King of infinite space. Também não tinha batido minha cabeça na escada para poder vislumbar a pequena esfera furta-cor, de quase intolerável fulgor, que me revelaria os segredos do universo. Mas estava suficientemente feliz com as explicações simplórias da vida. Da origem, da criação e da justiça divina. Era tudo muito simples. Deus me criou à sua imagem e semelhança. Eu era ainda mais parecido com Ele, segundo mamãe e papai. Criou o mundo e os animais. A luz da escuridão. E tudo isso em seis dias. E descansou no shabat. Estava tudo lá escrito. Pelo menos me diziam, já que não sabia muito bem ler hebraico, sobretudo sem as vogais. Ah, claro, havia dez mandamentos. O meu manual de conduta moral e ética já estava pronto. Nem precisava questionar nada. Sim, Ele era o senhor meu Deus e eu deveria acreditar nisso. Não deveria matar. Não poderia roubar. Não praticaria o adultério. Não desejaria a mulher do próximo. Não daria falso testemunho. Não criaria imagens. Honraria meu pai e mãe (claro e sempre!). Lembraria o shabat (o que tinha o Dror e era bom). Não pediria ajuda a Deus em vão. Ufa, eram tantos nãos. Mais como era bom, fácil e simples! Não tinha muito que questionar. Era seguir e ser feliz. Acredito que hoje alguns mandamentos, mudaram. Todos nós desejamos a mulher do próximo, desde que esse próximo não esteja ou seja tão próximo assim.

Ou que a mulher do próximo esteja numa revista, num site pornô o mesmo atravessando a rua. Já roubar, bem, roubar pequenas coisinhas na Machiné não era tão grave assim. Éramos todos judeus, numa, numa excursão de judeus, e estávamos tentando perpetuar nossa espécie. Já os outros mandamentos, esses tento cumprir.

Tudo corria muito bem, sum nenhuma questão mais polêmica, até que a nossa professora resolveu nos explicar sobre Darwin. A evolução das espécies. Que coisa complicada! As explicações não se fechavam muito bem. O sistema não era completo, consistente e coerente. Os teoremas da incompletude de Gödel já poderiam ser vislumbrados logo na Bíblia. Em 1925, outro jovem brilhante judeu chamado Gödel demonstrou que qualquer sistema formal capaz de fazer aritmética não é capaz de provar sus própria consistência. E além disso, esses sistemas são incompletos. Ora, se existe um Código da Bíblia e se acreditarmos na Cabala, o sistema bíblico torna-se incompleto, como já era de esperar. Assim poderíamos provar algo inconsistente: que Deus existe o que Deus não existe. Ficção? Com Darwin, a teoria do mundo seria diferente daquela contada em seis dias. Outras histórias bíblicas também perderiam o sentido. A seleção natural seria fruto da Arca de Noé? Noé os selecionou para perpetuar as espécies? Tudo muito confuso. E agora, José, em que acreditar? A festa acabou? A casa caiu? A Torá ruiu? E todas as histórias, parábolas, contos, civilizações que as versões de mamãe tinham me ensinado na escola, era tudo inventado? Toda essa história deveria contada como o Ilíada? Moisés seria como Ulisses? Não haveria compromisso com a verdade num livro escrito com inspiração divina? A divindade então era literária? Poesia? Besteira? Malditos Nazistas. O tempo se bifurca perpetuamente para inumeráveis futuros. Nesse encontro fomos inimigos. Todas essas histórias bíblicas poderiam estar num livro de seres imaginários? Fui ludibriando, novamente, pelo Dibouk? Se eu descobrisse quem era o mentiroso, arrenegado, anhangão, Pé-de-Pato. O -que-nunca-se-ri que falseou essa história, eu o colocaria em algum dos círculos do inferno dantesco. Fosse ele Darwin, fosse ele Deus! E eu tinha que descobrir. Tinha que revelar para o mundo o segredo. O meu fantasioso e literário segredo. Mas é lógico que o único caminho que conhecia era o de estudo.

***

As religiões voltadas todas para Deus e para o arrependimento. Para o arrependimento pelas faltas com Deus. Eu, que fui educado desde muito pequeno com os valores judaicos, não os associava à religião. A religião não ensinava a forma como deveríamos tratar as pessoas, o meio ambiente, nós mesmos. Ensinava esse temor divino. Esse medo e as

eternas oferendas que deveríamos fazer. O Deus católico era extremamente bondoso, mas era necessário extremamente receptivo a tudo o que ele pregava. Ou que pregavam por ele. O Deus judeu era um Deus justo. Justiça podia simbolizar rigor. Punição, Adoração. E eu, que gostava o gosto dos valores humanos, do respeito, admirava os valores judaicos. Não a religião, mas sua cultura milenar. Se dependêssemos dos ortodoxos judeus, haveria um colapso econômico. Famílias imensas existiriam. Existem. Todos esperando o tal do Mashiach, chegar. Nada de trabalhar. Só rezar. Nem todos poderiam ser rabinos. E sem trabalho, com alta taxa de natalidade, a economia ruiria. Lógico que há exceções. Em Nova Iorque, muitos ortodoxos trabalham demais. Em todos os lugares também.

Mas há um grupo de ultraortodoxos em Israel e nos EUA que não trabalha. Só rezar. Só espera o Mashiach. Não vai o exército. Não está de acordo com a existência do Estado Judeu. Aguarda. Alguns de elos até já encontraram o Amadinejah em um congresso revisionista de Shoah. E não fazem nada para contribuir, além de terem mais filhos. Israel assegura sua existência. Eles não. Foi um de esses que matou Isaac Rabin. O que tentou verdadeiramente fazer a paz. O que sonhou. Aquele que apertou a mão a Arafat num gesto inédito. Impensável na época. Surreal. Mas que foi morto por um extremista judeu. É interessante pensar que consta nos dez mandamentos um preceito explícito o não matarás. Na verdade, é um mandamento que diz não assassinarás. Assassinar é matar alguém inocente. Matar se direciona a alguém culpado, segundo a interpretação dessa Lei. Assim alguns ortodoxos condenaram á morte pelo acordo com Arafat. Por não desejar expandir o território judeu em busca de Israel Gdolá. A Israel bíblica. Segundo eles, Rabin foi morto, não assassinado. No era um inocente. Histórias de vida real. Mas, também, se a perpetuação do judaísmo dependesse somete dos liberais, alguns valores seriam perdidos. Muitos. Purim vivaria um Carnaval? A Rainha Ester seria uma Rainha de Bateria? Poderíamos fazer uma pequenina refeição no Yom Kipur? E alguns valores, crenças, marcos e fatos seriam mudados. Evolução natural? Não sé, mas acho que, existindo somete os liberais, teríamos outra religião. Com outra visão. Muitas vezes, boa. Muitas vezes, falha e incompleta. E eu não sabia muito bem em quem acreditar, em que acreditar nem por acreditar. Creio, assim, necessário esse duelo entre os religiosos, os liberais e os marginais, como eu, que não concordam com nenhum dos lados. Ou que concordam com os dos lados.

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Rabin, Clinton, Arafat

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Antitherapies

excerpts

So, if it was to be studying, it was to be studying. And if it was in a Jewish school, it was yet to pray also. There was never much to question. It was to arrive early, to pray in Hebrew—to not understand well those letters and tunes—and then go to the classroom. I enjoyed my classes about Torah, Judaism and the Hebrew classes. Though I not was very good in Hebrew. Though I didn’t know that you could create a Golem by the mere manipulation of Hebrew letters. If I knew, I would have created the same Golem of Prague. The Golem de Bashevis Singer. This Jewish Frankenstein would have helped me a lot in conquering Silvinha’s love and to have the prophet chase away that craziness that always pursues me. But didn’t know the relationships between letters and numbers. I couldn’t imagine (and not even my teacher could teach) the relation between the Aleph, to mathematics and a completely new literary world. O God I could be bounded in a nutshell and count myself a king of infinite space. Moreover, I have never beaten my head against wall so I could have glimpse at a small iridescent sphere, of an almost intolerable brilliance, that would reveal to me the secrets of the universe. But I was sufficiently happy with simple explanations about life. Of the Beginning, the Creation and Divine Justice. It was all very simple. God created me in his image and resemblance. I was therefore very similar to Him, according to mother and father. He created the world and the animals He created the world and the animals. Light from darkness. And all this in six days. And He rested on Shabbat. It was all written down. At least they told me so, as I didn’t know how to read Hebrew very well, especially without the vowels. Oh, of course, there were ten commandments. My manual of moral conduct and ethics already was ready.

It wasn’t necessary to question anything. Yes, He, the Lord, my God and I should believe this. Thou shalt not kill. Thou shalt not steal. Thou shalt not desire your neighbor’s wife. Thou shalt not give false testimony. Thou shalt not create graven images. Honor your father and your mother (Most certainly and forever!) Remember the Sabbath and keep it holy (or do what Dror did and that was good enough. Don’t take God’s name in vain. Yikes! There were so many Shalt Nots. But they were good, easy and simple. There was never much to question. Follow and be happy. I believe that today some commandments have changed. We all want our neighbor’s wife, since that wife is or is not necessarily a neighbor. Or that your neighbor’s wife is in some magazine, some porno site or even crossing the street. As for stealing, stealing little things from the Macjané, the vending machine, wasn’t so serious either. We were all Jews, in a group of Jews, and we were tempted to perpetuate our species. As for the other commandments, those I try to follow.

Everything was just fine, without any other polemical questions, until our teacher decided to Darwin to us. The Evolution of the Species. What a complicated business! The explanations don’t fit very well. The system wasn’t complete, consistent or coherent. The theory of incompletion of Gödel could then be seen in the Bible. In 1925, another brilliant young Jew named Gödel demonstrated that any system that was capable of being proven mathematically, was not capable of proving its own reality. And because of this, those systems were incomplete. Now, if there exists a Biblical Code, and if we believe in the Kabbalah, the Biblical system becomes incomplete: that God exists or that God doesn’t exist. Fiction? With Darwin, a theory of the world would be different from that told in six days. Other Biblical stories would also not make sense. Natural selection would be the result of Noah’s Ark? Noah selected them to perpetuate the species? Everything is very confusing. And now, Joseph, who to believe? The party is over? The house falls? The Torah collapses? And were all the tales, parables, stories, civilizations, songs that had been taught in school all invented? All of that history should be told like the Iliad? Moses would be like Ulises? There couldn’t be compromise with the truth of a book written with divine inspiration? The Divinity, then, was literature? Poetry? Nonsense?  Damn Nazis. Time perpetually divides into innumerable futures. At that meeting we were enemies.  All those Biblical stories could be found in a book of imaginary beings. I was fooled once again by the Dibbuk? If I were to discover who was the liar, the cursed, the devil, the faker. Or, that scoffer who falsified that story, I would put him into the circles of Dante’s Inferno. Was it Darwin? Was it God? And I had to discover which.

I had to reveal the secret to the world. My fantastic and literary secret. But, logically, the only path that I knew was studying. I was looking for everything that I could find. And Astrophysics wasn’t sufficient to prove Darwin’s or God’s fallacy, at least so I believed. And I had to understand all that Jewish or scientific nonsense at six years old.

I had to reveal the secret to the world. My fantastic and literary secret. But, logically, the only path that I knew was studying. I was looking for everything that I could find. And Astrophysics wasn’t sufficient to prove Darwin’s or God’s fallacy, at least so I believed. And I had to understand all that Jewish or scientific nonsense at six years old.

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The religions all returned to God and for repentance. For repentance for the failings with God. I, who was educated since I was very small with Jewish values, not those associated with religion. Religion didn’t teach the way in which we ought to treat people, the environment, ourselves. I taught fear of the divine. That fear and  the eternal sacrifices that we ought to make. The Catholic God was extremely generous, but it was necessary to be very accepting of everything that He preached or that they preached for him. The Jewish God was a just God. Justice could symbolize rigor. Punishment. Adoration. And I, who liked or like human values, admired Jewish values, out of respect, I admired Jewish values. Not the religion, but its millennial culture. If we were to depend on the orthodox Jews, there would be and economic collapse. Immense families existed, exist. All waiting for such a Mashiach to arrive. Nothing about working. No working. Just prayer Not all of them could be rabbis. And without work, with a high birth, the economy collapsed. Of course, there were exceptions. In New York, many orthodox worked too much. In every other place, too.

But there was a group of ultra-orthodox in Israel and in the United States who didn’t work. Only prayer. Only waiting for the Meshiach to arrive. Didn’t go into the army. Didn’t agree with the existence of the State of Israel.  Wait. Some of them had even met with Ahmadinejab in a revisionist congress dealing with the Shoah. And they didn’t do anything to contribute, other than having more children. Israel assures their existence. They don’t. It was one of those who killed Isaac Rabin. He who truly tried to make peace. Or so he dreamt.

The one who offered his had to Arafat in an unheard-of gesture. Unthinkable in that period. Surreal. But who was killed by a Jewish extremist. It is interesting to think that the Ten Commandments contains an explicit precept that thou shalt not kill. In fact, there is a commandment that says assassinate.  Assassinate or kill someone innocent. To kill is used with someone guilty, according to the interpretation of that Law. So, some orthodox condemned to death for the agreement with Arafat. For not wanting to expand the Jewish territory in search of Israel Gadolà, Greater Israel. The Biblical Israel. According to them, Rabin was killed, not assassinated. He wasn’t an innocent. Stories of real life. But, moreover, if the perpetuation of Judaism were to depend on the liberals, some values would be lost. Many. Purim become a Carnival. Queen Esther would be a Queen of Drums. Would we be able to make a slight reference to Yom Kippur? And some values, beliefs, references and facts would be changed. Natural evolution? I don’t know, but I think that, with only the liberals existing, we would have a different religion. With another vision. Often good. Often faulting and incomplete. And I don’t know really know in which to believe or why to believe. I believe it to be necessary, therefore, this duel between the religious, the liberals and the marginalized. Like me, who doesn’t agree with either of the two sides. Or who agrees with both sides.

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Rabin, Clinton, Arafat

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Translation from the Portuguese by Stephen A. Sadow

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Livros por Jacques Fux/Books by Jacques Fux

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Mario Szichman (1945-1918) Novelista y periodista judío-argentino-venezolano-norteamericano/Argentine Venezuelan American Novelist and Journalist — “Los judíos de la mar dulce”/ “The Jews of the Fresh-Water Sea”– Fragmento/Excerpt

 

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Mario Szichman

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Mario Szichman nació en Buenos Aires en 1945, llegó a Caracas en 1967. Regresó a su ciudad natal en  1971 y, en  1975, volvió a Venezuela para quedarse por cinco años más. Se enamoró de Venezuela y su  compromiso con el país estuvo vivo su muerte. En 1980, tras ganar el Premio de Literatura Ediciones del Norte de New Hampshire, Estados Unidos, por su novela  A las 20:25 la señora entró en la inmortalidad, viajó a Estados Unidos, junto con su esposa  Laura Corbalán. Se residenciaron en Nueva York, allí trabajó para la Associated Press y como corresponsal del periódico Tal Cual.  Su obra: sus novelas históricas, seis de ellas reunidas en dos series: “La trilogía del mar dulce” formada por  La verdadera crónica falsaLos judíos del Mar Dulce A las 20:25 la señora entró en la inmortalidad, novelas que relatan las peripecias de una familia judía que trata de reinventarse a fin de ser aceptada en la sociedad argentina y  “La trilogía de la patria boba”, conformada por Los Papeles de Miranda, Las dos muertes del general Simón Bolívar Los años de la guerra a muerte, novelas que narran las peripecias de los próceres de la independencia venezolana.  Luego escribió La región vacía, sobre los atentados a las torres gemelas, cuya trama tiene como soporte una serie de crónicas que estuvo escribiendo a partir de los  acontecimientos ocurridos el 9 de septiembre de 2001.

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Mario Szichman was born in Buenos Aires in 1945, arrived in Caracas in 1967. He returned to his hometown in 1971 and, in 1975, returned to Venezuela to stay for five more years. He fell in love with Venezuela and his commitment to the country was alive his death. In 1980, after winning the Northern New Hampshire Editions Literature Prize, United States, for her novel At 20:25 the lady entered immortality, traveled to the United States, along with his wife Laura Corbalán. They resided in New York, where he worked for the Associated Press and as a correspondent for the newspaper Tal Cual. Her work: her historical novels, six of them brought together in two series: “The Sweet Sea Trilogy” formed by The True False Chronicle, The Jews of the Sweet Sea and At 20:25 the lady entered into immortality, novels that relate the vicissitudes of a Jewish family that tries to reinvent itself in order to be accepted in Argentine society and “The trilogy of the silly homeland”, made up of Los Papeles de Miranda, The two deaths of General Simón Bolívar and The years of the war a death, novels that narrate the adventures of the heroes of Venezuelan independence. Then he wrote The Empty Region, about the attacks on the Twin Towers, whose plot is supported by a series of chronicles that he was writing based on the events of September 9, 2001.

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               “Los judíos de la mar dulce”                  un fragmento

        El primer día de navegación de los Pechof vieron la película titulada “Argentina. Tierra de Promisión”. La pantalla había sido dividida en cuatro partes, como un escudo de armas, y se veían trigales, vacas de perfil, barcos filmados desde abajo para que sus proas fueran vertiginosas, y una familia compuesta  por madre, hijo, hija y perrito juguetón, mirando un sol radiante.

Los cuatro eran gente lindo, y alegre, y tenían la misma cara. La diferencia entre el hijo y el padre se debía al pelo pintado de gris al pelo pintado de  blanco y las arrugas sonrientes en el entrecejo y en las comisuras de los labios.

En el país que habían preparado a gilada inmigrante, no había indios ni flechas envenenadas, ni selvas llenas de tigres y caimanes, ni mugre, ni casas viejas, ni Guardias Blancas, ni miserables, petisos, gordos, pájaros , of antisemitismo. Ese mundo tenía la tersura satinada de las páginas de “El Hogar”, la guita crecía en los árboles, y los inmigrantes se hacían domadores extraordinarios,  ante los ojos primero burlones y luego asombrados de criollos que los invitaban a tomar un matecito con “Venga, paisano, se lo ha ganado en buena ley”. Todos subían en el escalafón y con el pasado borrado por la falta de antecedentes, un soldado se convertía en mariscal, lo albañiles en inyenieri y las punguitas en ladrones de guante blanco. En esa Argentina imaginaría la gente que hablaba de tú, los burros se llaman jumentos. Los limosas eran óbolos, los pobres usaban ropas remendadas pero pulcras, los grandes hombres nacían en humilde cuna, los padres se la pasan llevando a sus hijos a los desfiles para emocionarse al paso de los granaderos, nuestro amigo el policía se dedicaba a cruzar viejecitas, los niños hablaban en difícil, los sociedades de los fifís eran beneméritas instituciones, las distinguidas damas guardaban cama, los torneos de canasta tenían siempre lúcidos contornos y la gente se moría de mentira.

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Los Pechof viajaron primero hacia el puro desierto amarillo y reconstruyeron el rompecabezas de un pasado del que querían adueñarse para liquidar el desarraigo. Se pusieron en la línea de partida del año mil ochocientos diez y salieron por devorarse los años que los separaron de los goim, de sus pitos intactos, de su genealogía perpetuada en retratos de óleo de Pueyrredón, Pellegrini o Morel; de sus generaciones de parientes generales, jueces o diputados, de sus abuelas duras, de facciones angulosas que se enfrentan a las hordas unitarios o federales, de ese idioma que ya había sido manoseado por antepasados en cuarta o quinta generación, y les había sido donado junto con los gestos tranquilos y despectivos del que se siente dueño del poder, tratando de añadir a esa casta de tipos grandotes, corajudos, vergalargas, que extendían las fronteras, o se la pasaban bien en París de pura joda, ya victoriosos, ya desplazados, pero siempre dueños de su tierra; el tímido recuerdo de un bisabuelo que se perdía en la memoria apenas subía a un barco para irse a Palestina llevando como único tesoro, unos tfilin escritos por un discípulo de Rashi, y unos antepasados de barba larga, trencitas en los sienes, shlapques redondo y nariz ganchuda, que buscaban con desesperación cualquier tipo de barba rubia y ojos azules para convertirlo en el meyiaj (meísas).

Tuvieron que apoderarse de una historia ajena, llena de mainzes raros. Los héroes se achicaban cuando terminaba la guerra de independencia y se convertían en caudillos sedientos de sangre. Los ejércitos libertadores que habían mezclado su banderas en la lucha contra el godo, recogían sus trofeos y sus muertos, y se iban a sus países a formar montoneras anárquicas. La gloria era reemplazada por la ambición y el renunciamiento por apetitos inconfesables. Los guerreros redujeron sus estatura y arruinaron sus perfiles, bajándose del caballo donde inmortalizaban sus proclamas y cubriéndose de barbas amenazantes. Hasta el tiempo se modificaba, y el cruce de los Andes ocupaba en los libros de historia el mismo espacio que el gobierno de Rosas.

Los Pechof tomaron partido por el bando de los vencedores y siguieron la línea Mayo-Caseros, terminando hechos unos antiperonistas que invitaban al almirante Rojas a las fiestas de la Daia.

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[1} Rîo de la Plata

[2] Dictador of Argentina, por 17 años..

[3]  In Argentine political history: the Revolution of May, 1810 and the Battle of Caseros in 1853, when Rosas was defeated inaugurated the modern Argentine nation, according to the conservative and neo-liberal point of view. That is not accepted by the popular sectors.

[4] Almirante Rojas, vice-presidente de la golpe militar que derrocô a Perón en 1955 a el más sangriante de los que intervinieron of the military coup, autor de muchos fusilamientos de peronistas.

[5] Daia, el liderazgo de la comunidad judîa que se juntó con los anti-peronistas that en aquel entoincs. Dicho con ironîa para señalar el “ambiente” de la novela–esos judîos imigrantes como los Petchof que quería sre–medio cristiano y asimilado, igual a otros argentinos y aceptados por los que mandan.

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“The Jews of the Fresh-Water Sea” (1)

fragmento

The first day on board, the Pechoff family saw the movie, “Argentina. Promised Land.” The screen had been divided in four parts, like a coat of arms, and showed wheat fields, cows in profile, ships filled from below so that their prow were dizzying and a family composed to mother, son, daughter and playful little dog, looking a radiant sun.

The four were good happy people, and they the same face. The difference between the son and the father  depended on the hair dyed grey or hair dyed white and the smiling wrinkles on the forehead and the corners of the lips.

In the country that had provided the easily-fooled immigrant, there were no Indians or poisoned arrows, or jungles full of tigers and crocodiles or filth or miserable people o small guys, fat guys or anti-Semitism. That world had the satiny smoothness of the pages of the middle-class “Home Journal,” the dough grew on trees, and the immigrants became excellent buckaroos, before the eyes of the at first  scoffing and then amazed eyes of the locals who invited them later on to try to take a bit of mate with a “Come on over, “paisano,” my friend, you’ve truly earned it.” Everyone rose in social standing and with the past erased along with its lack of precedents , a soldier became a marshal, the bricklayers in “inyenieri,” engineers and, the pickpockets in white gloved criminals. In the imaginary Argentina, people spoke to “you, friend,” the burros are called donkeys. The alms were donations, the poor wore mended but beautiful clothing, the great men were born in humble cradles, the fathers spent their time bringing their children to parades to excite them with the passing of grenadiers, our friend the policeman dedicated themselves to helping little old ladies cross the street, the children spoke with tricky words, the societies of filthy rich were meritorious institutions, the distinguished ladies kept to bed, the canasta tournaments were always fairly played, and the peopled died of lying.

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The Pechofs traveled first toward the pure yellow desert and reconstructed the jigsaw puzzle of a past of which they wanted to take hold of to sort out their position in it. The aligned themselves with the party of 1810 and set out to devour the years that separated them from the goyim, from their intact pricks, of their genealogy of oil portraits of Pueyrredón, Pellegrini or Morel, of generations of relatives who were generals, judges or deputies, of their tough grandmothers, of angular features that confront the Unitarian or Federalist hordes,[1]of that language that had been embellished by ancestors of the fourth or fifth generation, which they had been given together with serene and derogatory gestures  of those who feel to be the owners of power, trying to add to this caste of huge, valiant, big-dicked, who extended the frontiers or who enjoyed themselves in Paris, partying all the time, already victorious, already supplanted, but always owners of their land; the timid recollection of a great-grandfather that was being lost in memory as soon as they went on to a ship to go to Palestine, carrying as his only treasure, son “tefillim” phylacteries written by a disciple of Rashi, and some ancestors with long beards, little curls on their temples, rounded black hats and very hooked noses, who desperately looked for any sort of blond beard and blue eyes to convert him into “meyiah,” the Messiah.

They had to take on a foreign history, full of “metzias,” strange stories. The heroes shrank when the War of Independence ended and they became blood-thirsty caudillos. The armies of liberation that had mixed their flags during the fight against the Spanish, collected their trophies and their dead and went on to form anarchical gangs. Glory was replaced by ambition and sacrifice for uncontrollable appetites. The warriors reduced their stature and ruined their profiles, dismounting their horses where they immortalized their proclamations and covering themselves with threatening beards. Even time was modified, the crossing of the Andes occupied in the history books the same space as the government of Rosas.[2]

The Pechofs took the side of the winners and followed the line Mayo-Caseres,[3] ending up as anti-Peronists who invited Admiral Rojas[4] to the parties hosted by the DAIA.[5]

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 [1} Rîo de la Plata

[2] Dictator of Argentina, for 17 years.

[3] In Argentine political history: the Revolution of May, 1810 and the Battle of Caseros in 1853, when Rosas was defeated inaugurated the modern Argentine nation, according to the conservative and neo-liberal point of view. It is not accepted by the popular sectors.

[4] Admiral Rojas, vice-president of the military coup that overthrew Perôn in 1955 and the most bloody of the military who intervened also author of the execution of many Peronists

[5] DAIA, the official Jewish Community leadership that joined the anti-Peronsit forces at that time. Said with irony to signal the “atmosphere” of the novel—those immigrant Jews like the Pechofs wanted to be—half Christian and assimilated, equal to other Argentines,accepted by those who lead.

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Mario Szichman

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Unos libros de Mario Szichman/Some of Mario Szichman’s Books

Elisa Lerner — Escritora de ficción, dramaturga y cronista judío-venezolana/ Elisa Lerner– Venezuelan Jewish Fiction Writer, Playwright and Columnist — “La mujer venezolana”/”The Women of Venezuela”

 

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Elisa Lerner

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Elisa Lerner es hija de inmigrantes judíos de Europa del Este que se establecieron en Valencia, Venezuela, a principios de la década de 1930. Después de la muerte de Juan Vicente Gómez, la familia se mudó a Caracas. A pesar de estudiar leyes, la verdadera pasión de Lerner era la literatura, y luego escribió obras de teatro, ensayos, ficción corta y, una novela (De muerte lenta, 2006). En 2000, Lerner ganó el Premio Nacional de Literatura en Venezuela. Elisa Lerner es conocida por sus comentarios mordaces sobre Venezuela post-Pérez-Jiménez de maneras implacables. Sus comienzos se dieron en el grupo literario “Sardio” junto a conocidos escritores nuestros como Adriano González, Salvador Garmendia o Guillermo Sucre. Además de escribir obras de teatro, Lerner ha trabajado como columnista de un periódico, como personalidad de la televisión. En España,  su cargo fue el de consejero cultural.. Los personajes de Lerner son casi todas mujeres. A menudo, su drama explora cómo las mujeres no se cumplen sexualmente, emocionalmente e intelectualmente porque están limitadas por los roles y comportamientos que la sociedad patriarcal les impone. Temáticamente, a Lerner también le preocupa comentar sobre la Venezuela posterior a la dictadura y las formas en que la cultura pop y la creación de imágenes, así como el consumismo, actúan sobre la conciencia venezolana. La cuestión de la memoria y la identidad impregna el trabajo de Lerner. El estilo de Elisa Lerner es altamente satírico y sus diálogos se basan en observaciones sobre la vida cotidiana en períodos históricos particulares, con múltiples referencias a la cultura popular.

Adaptado de: http://www.outofthewings.org/db/author/elisa-lerner.html

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Elisa Lerner is the daughter of Jewish immigrants from Eastern Europe who settled in Valencia, Venezuela, in the early 1930s.  After the death of Juan Vicente Gómez, the family moved to Caracas. Despite studying law, Lerner’s true passion was literature and she went on to write plays, essays, short fiction and, more recently, a novel (De muerte lenta, 2006). In 2000 Lerner won the Premio Nacional de Literatura in Venezuela. Elisa Lerner is known for her biting commentary on post-Pérez-Jiménez Venezuela in unforgiving ways.  As well as writing plays, Lerner has worked as a newspaper columnist, as a television personality.  In Spain, her position was as cultural advisor,  Her literary beginnings were in a group called “Sardio” with well-known Venezuelan writers such as Adriano González, Salvador Garmendia o Guillermo Sucre. Lerner’s characters are almost all women.  Often her drama explores how women are unfulfilled sexually, emotionally and intellectually because they are constrained by the roles and behaviours which patriarchal society imposes on them.  Thematically, Lerner is also concerned to comment on post-dictatorship Venezuela and the ways in which pop culture and image-making, as well as consumerism, act on the Venezuelan consciousness.  The question of memory and identity pervades Lerner’s work. Elisa Lerner’s style is highly satirical and her dialogues draw on observations about everyday life in particular historical periods, with multiple references to popular culture.

Adapted from: http://www.outofthewings.org/db/author/elisa-lerner.html

Obra/Works de Elisa Lerner

Teatro

  • En el vasto silencio de Manhattan (1961, teatro)
  • Vida con mamá (1976, teatro)
  • Teatro (2004, teatro reunido)

Ensayo

  • Una sonrisa detrás de la metáfora (1969, ensayo)
  • Yo amo a Columbo (1979, ensayos)

Crónicas

  • Carriel número cinco. (Un homenaje al costumbrismo) (1983, crónicas)
  • Crónicas ginecológicas (1984, crónicas)
  • Carriel para la fiesta (1997, crónicas)
  • Así que pasen cien años (2016, crónicas reunidas)

Novelas y relatos

  • En el entretanto (2000, relatos)
  • Homenaje a la estrella (2002, relatos)
  • De muerte lenta (2006, novela)
  • La señorita que amaba por teléfono (2016, novela)
  • Homenaje a la estrella (cuentos) Segunda edición (2019, El Taller Blanco Ediciones Bogotá)

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El país odontológicoThe Dental Country (1966)

«Yo no me acerqué al teatro, yo estaba dentro del teatro. Mi familia fue un poco como la familia Barrymore. Aunque te parezca hiperbólica. Pero fíjate, mi padre cantaba en la sinagoga. El rito judío es un rito dramático, gravemente teatral por lo conmovedor y arcaico. Pienso, a veces, muy pícaramente, que en mi padre, el apego a la sinagoga, era una rutina teatral, un acercamiento al canto.”

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“I didn’t approach the theater, I was in the theater. My family was a bit like the Barrymore family, although, that may seem hyperbolic to you. But, note, my father sang in the synagogue, The Jewish rite is a dramatic rite, gravely theatrical for being moving and archaic. I think that, at times, very slyly, for in my father, the most important part of the synagogue was a theatrical rhythm, an approach to singing.”

Citada de Alicia Perdomo H./Quoted from Alicia Perdoma H.

“Aunque empecé a escribir muy joven, es ahora cuando estoy entendiendo mejor al venezolano y a la sociedad venezolana. Esto ha sido el resultado de un proceso muy lento, porque el hecho es que mi vía para comprender el país ha sido a través de sus mitos. Al final de mi infancia se produce la llamada Revolución de Octubre, la caída de Gallegos y luego la muerte de Delgado Chalbaud, todo eso repercutió muy profundamente en mi trabajo literario. No es que yo sea una escritora histórica pero sí he estado atenta a los ruidos que me rodean: primero percibí las palabras, después las voces y finalmente escuché a la sociedad venezolana. Claro que siempre de una manera oblicua, valiéndome de pretextos.”

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“Although I was very young when I began to write, it’s only now that I understand better the Venezuelan and the Venezuelan society. This has been the result of a very slow process, because the fact is that my way to understand the country has been through its myths. At the end of my childhood the so-called October Revolution took place, the fall of Gallegos and later the death of Delgado Chalbaud. All of that had deep repercussions in my literary work. It’s not that I am an historical writer, but I have been attentive to the noises that surround me: first, I perceived the words, then the voices and finally, I heard Venezuelan society. Of course, always in an oblique manner, making use of pretexts.”

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“Como releí mis piezas de teatro, puedo decirte lo siguiente: en ellas, hay mujeres solas. Pero creo yo, es una soledad de tercer mundo o de dolida lucidez.. . .Son mujeres interesadas en la política, la democracia, la cultura, incluso  los nombramientos de una burocracia no siempre leal. Son muy críticas, lectoras de periódicos. Honestas, pero impotentes para decidir. Hay alguna que es arribista. Otra que, por lo menos, tiene acceso a una entrevista de prensa pero el entrevistador no sabe abordar su torbellino mental, su torbellino emocional; es un testigo inocuo.

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“As I reread my theatrical works, I can tell you the following: in them, there are women who are alone. But I believe that, it is a Third World loneliness or of a painful lucidity. , , They are women who are interested in politics, democracy, culture, even the appointments to a bureaucracy not always loyal. They are critical, readers of newspapers. Honest, but impotent to decide, There is one who is a — climber. Another who, at least, has access to a press interview, but the interviewer doesn’t know how to deal with her mental whirlwind, her emotional whirlwind. He is an innocuous witness.

Adaptado de: http://www.andes.missouri.edu/andes/Especiales/AP_ElisaLerner.html

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“La mujer del periódico de la tarde/The Woman of the Afternoon Paper (1976)

“¿Hijos? No. No tengo. Mi negligencia, mi descuido, mi distracción no me ha permitido tenerlos. Pero, ahora, cuido de cada arruga de mi rostro como
de un hijo. ¡Y en que madre prolífica me he convertido! Por supuesto, el máximo
desaliño ha sido arribar a los cincuenta. (…)  Pero, últimamente, estoy
albergando la convicción de que los productos de primera, en el rostro de
una mujer de cincuenta,  se vuelven  de segunda. (…)
Untándole un poco de petróleo a mi crema Ponds  me siento mucho más nacionalista. (…)
Para una, la inflación comienza después de los cuarenta.Cómo se ponen, entonces, de caros los hombres.”

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“Children? No. I don’t have any. My negligence, my carelessness, my distraction have not permitted me to have them. But, now, I take care of every wrinkle on my face as a child. And what a prolific mother I have become! Of course, the ultimate carelessness has been to arrive at fifty years old. . .But, recently, I have begun harboring the conviction that the first-class products, on the face of a fifty-year-old woman, become second class,…Adding a bit of petroleum jelly to my Ponds cream, makes me feel a bit more nationalist. ..For one, the inflation begins after the forties.  How they become, the men, so expensive.”

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Crónicas Ginecológias (1983) ficción/fiction

Miss Venezuela: otra fracasada versión El Dorado

“Las futuras Miss Venezuela  no son, sólo muchachas de esplendor físico. Ellas son los otros compatriotas, pertenecen a un país implacable, vertiginoso, país de espejismos y azares financieros, donde todos podemos hacernos ricos, en la dominical locura de cinco y seis, o en el burocrático bonche de la corrupción administrativa.”

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Miss Venezuela: Another Failed Version of El Dorado

“The future Miss Venezuelas are not only girls of physical splendor. They are the other compatriots, they belong to an implacable, dizzying country, a country of mirages and financiacial changes, where all of us can get rich, in the Sunday craziness of five and six of the the bureaucratic bunch of administrative corruption.

En el modo del comer venezolano: La Mujer, muy resguardada comensal/The Venezuelan Way of Eating: The Very Safe Dinner Guest

“Ese obediente y reiterado secreto de nuestros comedores, sirvió de algo. Comer para el venezolano terminó siendo un acto de estricta intimidad. Comer, fue un acto donde se coronaban los gozos del tranquilo efecto y de la larga intimidad. De modo que la figura del comensal, pudo tener más resaltada, que el menú en sí. No se invitaba para pregonar enfático gusto, por un convencional plato de arroz con caraotas. Si no, para recibir la fidedigna compañía del comensal.”

“That obedient and repeated secret of our dining rooms, served for a reason. For the Venezuelan, to eat ended up being an act of strict intimacy. So that the figure of the dinner guest, could maintain himself more prominent than the menu itself. One didn’t go out of one’s way to praise a conventional plate of rice with beans. If not even to receive the dependable company of the guest.

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La señorita que amaba por teléfono (2016)

“Desde mi pequeña terraza–esperanzada–miro caer las hojas de un árbol catradlico en el techo de zinc del edificio de enfrente como dulce llamarada de otoño tropical. Sólo me inquieta la harina ignota, desconocida, que se apodera de la montaña cercana cuando comienza a llover. temo que la montañ blanca oculte los recuerdos más íntimos del país”.

From my small terrace–hopeful– I watch the leaves of a    tree in the zinc roof of the building in front like a sweet call of tropical fall. I’m only concerned with the little-known flour, unknown, that takes over the nearby mountain when it begins to rain. I fear that the white mountain my hide intimate memories of the country [Venezuela}.

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El Youtube está en español.

This Youtube is in Spanish, though easy to follow and with many photographs.

 

Las sinagogas de Colombia y Venezuela/The Synagogues of Colombia and Venezuela

Sinagogas de Colombia

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Sinagoga Calle 94, Bogotá
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Sinagoga Asociación Montefiore, Bogotá
Beit-Keneset
Comunidad Judía, Bogotá
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Sinagoga Agadat Israel, Bogotá
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Comunidad Israelita de Barranquilla
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Sinagoga Bet El, Baranquilllia  – Interior

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Guido Cohen, el rabino de la Comunidad Masortí  (Conservadora) Asociación Israelita Montefiore de Bogotá describe la situación de los judíos de Colombia. “Hay las plurales comunidades judías bogotanas y colombianas que cuentan con profesionales activos en todas las áreas de la sociedad de Colombia. Un país dónde, según Cohen, no existe el antisemitismo.

Hay alrededor de 5,000 judíos en Colombia. Existe el colegio judío de Bogotá, sus tres sinagogas, la excelente relación y colaboración establecida entre las diferentes corrientes del judaísmo a que conviven en este país”

Adaptado de:  https://www.radiosefarad.com/guido-cohen-es-facil-ser-judio-en-bogota

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Guido Cohen, the rabbi of Comunidad Masortí  (Conservadora) Asociación Israelita Montefiore in Bogotá describes the situation of the Jews of Colombia. There is a plurality of Jewish communities there and throughout Colombia who have active professionals ine every area of Colombian society. This is a country, according to Cohen, in which anti-Semitism does not exist.

There are about 5,000 Jews in Colombia. There is a Jewish high school in Bogotá, where there are three synagogues. There is an excellent relationship and established collaboration among the different currents of Judaism, who live together in the country.”

Adapted : https://www.radiosefarad.com/guido-cohen-es-facil-ser-judio-en-bogota

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Sinagogas de Venezuela

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Sinagoga Tiferet Israel, Caracas
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Sinagoga, Bet Aharon, Caracas
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Sinagoga Tiferet Israel del Este, Caracas
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Sinagoga Beth Abraham, Caracas
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Sinagoga Bet-El, Caracas

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Venezuela es el hogar de unos 5.000 judíos. Alrededor de 20.000 judíos venezolanos abandonaron el país en la última década debido a las condiciones económicas, y en particular debido a cómo la comunidad judía ha sido tratada desde 2009.

La Operación Plomo Fundido (en el invierno de 2008-2009) fue un punto de inflexión para los judíos del país. Se enfrentaron a la discriminación de activistas anti-israelíes y las sinagogas fueron objeto de vandalismo.

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Venezuela is the home of about 5,000 Jews. Around 20,000 Venezuelan Jews left the country during the last decade, because of the economic condition, and in particular because of the way the Jewish community had been treated since 2009.

Operation Molten Lead (in the winter of 2008-2009) was a turning point for the Jews of the country, They faced discrimination from anti-Israel activists and the synagogues were the object of vandalism.

Artículo original de https://israelnoticias.com/editorial/judios-venezuela-caos-pais-sudamericano/

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Alberto Dines (1932-2018) — Jornalista e professor do jornalismo brasileiro- judaico/Periodista y profesor de periodismo judío-brasileño/Brazilian Jewish Journalist and Professor of Journalism

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Alberto Dines

(Em Portugués;  En Español; In English)

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Alberto Dines nasceu em 1932, no Rio de Janeiro (RJ). Iniciou sua carreira em 1952, quando começou a escrever para a revista A Cena Muda (RJ). Na revista Manchete (RJ), começou como repórter e passou. Entrou para o Jornal do Brasil (RJ), em 1962, como editor-chefe, onde depois também dirigiria os cadernos Comunicação e Cadernos de Jornalismo. Em 1963, criou a cadeira de jornalismo comparado da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Em 1968, foi preso após criticar a ditadura em um discurso na universidade. Sua passagem pelo Jornal do Brasil ficou marcada pelo aperfeiçoamento que ele implantou no jornal, além de pelo menos duas capas históricas no período da ditadura militar. Em 1971, ganhou o prêmio Maria Moors Cabot da Universidade de Columbia (EUA), onde em 1973 se tornaria professor.No mesmo ano, foi demitido do Jornal do Brasil após uma série de manchetes e artigos que criticavam a ditadura brasileira e que noticiavam o golpe contra Salvador Allende, no Chile. Em 1975, assumiu a chefia da sucursal do Rio de Janeiro da Folha de S. Paulo (SP), onde ficou até 1980. Nesse período, criou o espaço Jornal dos Jornais, dentro da Folha, em que entre 1975 e 1977 fez críticas ao jornalismo na época. Após escrever uma sátira para o Pasquim (RJ), famoso por fazer críticas à ditadura, Dines deixou a Folha. Em 1982, mudou-se para Lisboa (Portugal), para realizar pesquisas para uma biografia do escritor Stefan Zweig.  Em 1988, foi nomeado diretor do Grupo Abril em Portugal. Em 1993, resultado de uma parceria com Carlos Vogt, reitor da Universidade Estadual de Campinas – na época interessado em implementar um centro de estudos de Jornalismo –, foi cofundador do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da universidade. Dois anos depois, por meio do Instituto para o Desenvolvimento do Jornalismo, criou o Observatório da Imprensa, site com presença regular na Internet desde abril de 1996, do qual é editor responsável desde o início. O portal ganhou sua versão televisiva em 5 de maio de 1998, veiculada semanalmente pela TV Brasil,  e no rádio, em 2005, com um programa transmitido diariamente pelas rádios. Escreveu cerca de 15 livros de ficção, reportagens, teoria e prática jornalística, biografia e história. Entre eles: Posso?1972; O papel do jornal, 1974; E por que não eu, 1979); Morte no Paraíso – a tragédia de Stefan Zweig, 1981; O Baú de Abravanel  1990; Vínculos do fogo, Tomo I 1992, e O papel e a profissão de jornalista, 2009. Fundou e segue como dirigente em 2015 do site Observatório da Imprensa, e faz o programa com o mesmo título no rádio e na televisão da Rede Pública. Ainda em 2012, em junho, Dines foi indicado ao Prêmio Herzog Especial.  Foi eleito em 2014 entre os ‘TOP 50’ dos Admirados Jornalistas Brasileiros pelo trabalho desenvolvido na Folha de S.Paulo. Reeleito em 2015 confirmou a presença entre os 50 mais admirados do Brasil.

Adaptado do Portal dos Jornalistas

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Alberto Dines nació en 1932, en Río de Janeiro (RJ). Comenzó su carrera en 1952, cuando comenzó a escribir para la revista A Cena Muda (RJ). En la revista Manchete (RJ), comenzó como reportero. Se unió a Jornal do Brasil (RJ), en 1962, como editor e jefe, donde más tarde también dirigiría Cadernos Comunicação y Cadernos de Jornalismo. En 1963, creó la cátedra de periodismo comparativo de la Pontificia Universidad Católica de Río de Janeiro. En 1968, fue arrestado luego de criticar a la dictadura en un discurso en la universidad. Su tiempo en Jornal do Brasil estuvo marcado por la mejora y la implementación en el periódico, así como al menos dos portadas históricas durante la dictadura militar. En 1971, ganó el Premio Maria Moors Cabot de la Universidad de Columbia (EE. UU.), donde en 1973 se convertiría en profesor. En el mismo año, fue despedido de Jornal do Brasil después de una serie de titulares y artículos que criticaron a la dictadura brasileña e informaron el golpe contra Salvador Allende en Chile. En 1975, asumió la dirección de la sucursal de Folha de S. Paulo (SP) en Río de Janeiro, donde permaneció hasta 1980. Durante este período, creó el espacio Diario del periódico dentro de Folha, en el cual, entre 1975 y 1977, criticó el periodismo en ese momento. Después de escribir una sátira para Pasquim (RJ), famoso por criticar la dictadura, Dines dejó Folha. En 1982, se mudó a Lisboa (Portugal) para realizar una investigación para una biografía del escritor Stefan Zweig. En 1988, fue nombrado director del Grupo Abril en Portugal. En 1993, como resultado de una asociación con Carlos Vogt, decano de la Universidad Estatal de Campinas, en ese momento interesado en implementar un centro de estudio de periodismo, cofundó el Laboratorio de Estudios Avanzados de Periodismo de la Universidad. Dos años más tarde, a través del Instituto para el Desarrollo del Periodismo, creó el Observatorio de la Prensa, un sitio web con presencia regular en Internet desde abril de 1996, del cual ha sido editor responsable desde el principio. El portal ganó su versión televisiva el 5 de mayo de 1998, transmitido semanalmente por TV Brasil, y en la radio en 2005, con un programa transmitido diariamente en la radio. Ha escrito unos 15 libros de ficción, reportajes, teoría y práctica periodística, biografía e historia. Entre ellos: ¿Puedo? 1972; El papel del periódico, 1974; Y por qué no yo, 1979; Muerte en el paraíso: la tragedia de Stefan Zweig, 1981; en 1990; Bonds of Fire, Tomo I 1 y The Role and Profession of Journalism, 2009. Fundada y continúa como directora en 2015 del sitio web del Observatorio de la Prensa, y realiza el programa con el mismo título en radio y televisión de la Red Pública. También en 2012, en junio, Dines fue nominado para el Premio Especial Herzog. Fue elegido en 2014 entre los “TOP 50” de los admirados periodistas brasileños por su trabajo en Folha de S.Paulo. Reelegido en 2015 confirmó la presencia entre los 50 más admirados en Brasil.

Adaptado el Portal de Periodistas

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Alberto Dines was born in 1932, in Rio de Janeiro (RJ). He began his career in 1952, when he began writing for the magazine A Cena Muda (RJ). In Manchete magazine (RJ), he started as a reporter. He joined Jornal do Brasil (RJ), in 1962, as editor-in-chief, where he would later also direct the Cadernos Comunicação and Cadernos de Jornalismo. In 1963, he created the comparative journalism chair of the Pontifical Catholic University of Rio de Janeiro. In 1968, he was arrested after criticizing the dictatorship in a speech at the university. His time at Jornal do Brasil was marked by the improvements he implemented in the newspaper, as well as at least two historical articles during the military dictatorship. In 1971, he won the Maria Moors Cabot Prize from Columbia University (USA), where in 1973 he would become a professor. In the same year, he was fired from Jornal do Brasil after a series of headlines and articles that criticized the Brazilian dictatorship and reported the coup against Salvador Allende in Chile. In 1975, he took over as head of the Rio de Janeiro branch of Folha de São Paulo (SP), where he stayed until 1980. During this period, he created the Jornal dos Jornais space within Folha, in which, between 1975 and 1977, he criticized the journalism at the time. After writing a satire for Pasquim (RJ), famous for criticizing the dictatorship, Dines left Folha. In 1982, he moved to Lisbon (Portugal) to conduct research for a biography of writer Stefan Zweig. , – at the time he was interested in setting up a journalism study center -, he co-founded the University’s Advanced Journalism Studies Laboratory. Two years later, through the Institute for the Development of Journalism, he created the Press Observatory, a website with regular internet presence since April 1996, of which he has been a responsible editor from the beginning. The program won its television version on May 5, 1998, broadcasted weekly by TV Brasil, and on the radio in 2005, with a program daily broadcasts on the radio. He has written about 15 books of fiction, reporting, journalistic theory and practice, biography and history. Among them: May I? 1972; The Rose of the Newspaper, 1974; And why not me, 1979); Death in Paradise – the tragedy of Stefan Zweig, 1981; The Abravanel Chest, 1990; Bonds of Fire, Volume I 1992, and The Role and Profession of 2009. He founded and continued as director in 2015 of the Observatory of the Press website, and did the program with the same title on radio and television of the Public Network. Also in 2012, in June, Dines was nominated for the Herzog Special Award. He was elected in 2014 among the ‘TOP 50 ″ of the Admired Brazilian Journalists for his work at Folha de Sáo Paulo. Re-elected in 2015, he confirmed his presence among the 50 most admired in Brazil.

Adapted from the Portal de Periodistas

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Precisa-se: gente igual com disposição diferente

Existem profissões especiais? Até que ponto o jornalismo é diferente de outras atividades da sociedade moderna? O jornalismo é uma profissão ou um estado de espírito?

Mesmo em uma empresa de comunicação, os jornalistas são considerados privilegiados. Aqueles que procuram o poder os endeusam. Aqueles que chegaram ao poder os abominam. O público os vê mitologicamente.

Que é, pois, o jornalista? Já vimos, no capítulo introdutório, o desenvolvimento pelo qual passou a profissão e o seu estudo. Já vimos que o jornalista se relaciona com o leitor como um psicanalista com seu paciente, um marido com sua mulher, o pai com seu filho. São espelhos um do outro, reflexos, continuações, interações, partes, enfim, de um mesmo processo. Jornalista é o intermediário da sociedade, tem dito o sociólogo americano Paul Lazarsfeld.

Já anotamos que o jornalismo, por ser uma atividade essencialmente intelectual, pressupõe no seu exercício uma série de valores morais e éticos. Sabe-se que o processo de informar é um processo formador; portanto, o jornalista, em última análise, é um educador.

Essa lista de características é, no entanto, de caráter geral. Quais os componentes específicos da atitude jornalística? Uma exegese detalhada se faz necessária, a fim de evitar que o jornalista assuma aprioristicamente um “comportamento” sem o devido lastro psicológico e subjetivo.

Nesse sentido, vale mencionar experiências que fizemos com turmas da PUC e em seminários internos para a formação de estagiários do Jornal do Brasil. Acreditando que o treinamento profissional de um jornalista compreende também um cuidadoso preparo subjetivo e sensorial, assim como o arquiteto deve ser preparado para sentir volumes, espaços e formas, convocamos alguns especialistas para preparar o “lado de dentro” do futuro jornalista.3 Em outras oportunidades, já pensando no jornalista profissionalizado

O jornalista não necessariamente deve compor o tipo expansivo, entusiasta, ágil, “durão”, cuja imagem o público já mentalizou. Pode ser até calado e delicado. Porém, intimamente deve ser um espírito inconformado e inquieto. O jornalista não pode contentar-se com a primeira informação, impressão ou inferência, nem acomodar-se ao primeiro obstáculo. Quantas vezes a não notícia é uma excelente notícia? Basta trabalhá-la.  Pejorativamente, diz-se que o jornalista é um cavador.

Diríamos, melhorando o termo, que o jornalista é um permanente buscador. Jornalista conformado não é jornalista. O profissional de imprensa pessimista ou cínico prejulga, não acredita no que pode acontecer, pois já sabe o que vai acontecer. Quem não acredita na notícia não a persegue e não a encontra.

Há um componente otimista dentro da profissão que a torna vulnerável às tendências, aguça percepção, espicaça a criatividade. Essa inquietação gerou é gerada por uma permanente sensibilização. Qualquer anormalidade deve ser percebida, seguida, desvendada. O jornalista é o profissional da indagação, do questionamento. No nível operacional, o jornalista se caracteriza pela permanente tomada de decisões. Mesmo sem o treino do rápido decision making, está permanentemente tomando decisões em ritmo veloz. Se fotógrafo, é o ângulo da fotografia que importa, uma decisão, portanto. Se repórter, importam o enfoque da notícia, a pergunta ao entrevistado e a escolha do próprio entrevistado. Se chefe, tem de avaliar incessantemente a incrível massa de informações despejada sobre sua mesa, aferir sua veracidade, avaliar sua importância e definir seu destaque. Ao escrever, cada palavra é uma decisão, cada informação, uma decisão, cada orientação, decisão. Durante todo o tempo em que desempenha sua atividade diária – e já vimos que esta não se limita ao horário de trabalho –, o jornalista seleciona e opta.

Nessa sucessão de alternativas que resulta na escolha de uma delas, inclui-se como consequência lógica o senso de responsabilidade. Aqui se insere um vasto debate sobre o exercício da profissão e os limites que a ela vêm sendo impostos. Toda vez que a imprensa incomoda, a primeira reação é calá-la. Cria-se, assim, uma gangorra de crime e castigo que desemboca nos regimes censórios, de consequências tão funestas.

Poucos se lembram, no entanto, de recorrer ao único meio capaz de colocar o espírito investigativo do jornalista no contexto do contrato social segundo o qual vivemos – a lei da responsabilidade. No fim do governo Castello Branco (1966), depois de um exemplar período de liberdade de expressão (considerando que o regime era excepcional), pretendeu-se aprovar uma Lei de Imprensa para enquadrar os crimes cometidos no exercício da profissão. Na ocasião, o Jornal do Brasil procurou convencer o governo a adotar uma legislação genérica de responsabilidade, incluindo médicos, industriais que menosprezam as especificações dos seus produtos, engenheiros cujas obras contêm falhas etc.

Uma legislação específica contra crimes de imprensa – atentados à responsabilidade como outros quaisquer – confere à atividade jornalística uma regalia jurídica injustificável. A pregação do Jornal do Brasil não vingou e a Lei de Imprensa foi aprovada.

O único elemento capaz de sanear a imprensa é um revigoramento geral do senso de responsabilidade. Primeiro, por parte do governo – criando o clima de liberdade com respeito. Depois, das fontes de notícias, que, percebendo a desatenção ou descuido do repórter, se aproveitam da situação para “plantar” informes perigosos. E, finalmente, da empresa jornalística, de onde deve partir uma atmosfera permanente de seriedade e dignidade. O repórter que percebe uma atitude solerte na nota redigida pela direção ou nos editoriais inconscientemente a absorverá, passando a adotar os mesmos padrões.

O jornalista entrosa-se com a responsabilidade muito mais facilmente do que com a punição e o arbítrio. Especialmente se essa responsabilidade for um padrão de toda a sociedade que ele representa. O jornalista sabe que, ao redigir uma nota de três linhas, pode estar destruindo uma reputação e uma vida. Trabalhando nos bastidores da informação, avalia a força que tem. Para ele, um limite, desde que não seja arbitrário, é mais confortável e protetor que a impunidade.

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Necesario: mismas personas con diferente disposición

¿Hay profesiones especiales? ¿En qué se diferencia el periodismo de otras actividades de la sociedad moderna? ¿Es el periodismo una profesión o un estado mental?

Incluso en una empresa de comunicaciones, los periodistas son considerados privilegiados. Los que buscan poder los deifican. Los que han llegado al poder los aborrecen. El público los ve mitológicamente.

¿Qué es, entonces, el periodista? Ya hemos visto en el capítulo introductorio el desarrollo de la profesión y su estudio. Ya hemos visto que el periodista se relaciona con el lector como un psicoanalista con su paciente, un esposo con su esposa, el padre con su hijo. Son espejos el uno del otro, reflejos, continuaciones, interacciones, partes, en resumen, del mismo proceso. El periodista es el intermediario de la sociedad, ha sido el sociólogo estadounidense Paul Lazarsfeld.

Ya hemos señalado que el periodismo, como actividad esencialmente intelectual, presupone en su ejercicio una serie de valores morales y éticos. Se sabe que el proceso de informar es un proceso formativo; por lo tanto, el periodista es finalmente un educador. Esta lista de características, sin embargo, es de carácter general. ¿Cuáles son los componentes específicos de la actitud periodística? Es necesaria una exégesis detallada para evitar que el periodista asuma un “comportamiento” a priori sin el lastre psicológico y subjetivo adecuado.

En este sentido, vale la pena mencionar las experiencias que hemos tenido con las clases de la PUC y en seminarios internos para la capacitación de aprendices de Jornal do Brasil. Creyendo que la capacitación profesional de un periodista también incluye una cuidadosa preparación subjetiva y sensorial, así como el arquitecto debe estar preparado para sentir volúmenes, espacios y formas, llamamos a algunos expertos para preparar el “interior” del futuro periodista. En otros oportunidades, ya pensando en el periodista profesional.

El periodista no necesariamente debe componer el tipo expansivo, entusiasta, ágil, “duro” cuya imagen el público ya ha mentalizado. Incluso puede ser silencioso y delicado. Pero íntimamente debe ser un espíritu inquieto e inquieto. El periodista no puede contentarse con la primera información, impresión o inferencia, ni acomodarse al primer obstáculo. ¿Con qué frecuencia las noticias no son buenas noticias? Solo resuélvelo. Peyorativamente, se dice que el periodista es un cavador. Diríamos, mejorando el término, que el periodista es un buscador permanente. Periodista conformado no es periodista. Los prejuicios profesionales pesimistas o cínicos de la prensa, no creen lo que puede suceder porque él ya sabe lo que sucederá. Quienes no creen las noticias no las persiguen y no las encuentran.

Hay un componente optimista dentro de la profesión que la hace vulnerable a las tendencias, agudiza la percepción y estimula la creatividad. Este malestar generado es generado por una conciencia permanente. Cualquier anormalidad debe ser percibida, luego descubierta. El periodista es el profesional de la investigación, del interrogatorio. A nivel operativo, el periodista se caracteriza por la toma de decisiones permanente. Incluso sin una formación rápida en la toma de decisiones, e tomar decisiones de forma rápida y permanente. Si es fotógrafo, lo que importa es el ángulo de la fotografía, una decisión, por lo tanto. Si usted es reportero, es importante el foco de las noticias, la pregunta al entrevistado y la elección del entrevistado mismo. Si eres un jefe, tienes que evaluar sin cesar la increíble cantidad de información vertida en tu escritorio, medir su verdad, medir su importancia y definir su importancia. Por escrito, cada palabra es una decisión, cada información, una decisión, cada orientación, decisión. A lo largo de su actividad diaria, y hemos visto que no se limita a las horas de trabajo, el periodista selecciona y elige.

En esta sucesión de alternativas que resulta en la elección de una de ellas, el sentido de responsabilidad se incluye como una consecuencia lógica. Aquí hay un amplio debate sobre el ejercicio de la profesión y los límites que se le imponen. Cada vez que la prensa te molesta, la primera reacción es callarla. Esto crea una oscilación de la delincuencia y el castigo que resulta en regímenes censales con consecuencias tan graves. Sin embargo, pocos recuerdan recurrir al único medio capaz de ubicar el espíritu investigador del periodista en el contexto del contrato social en el que vivimos: la ley de responsabilidad. Al final del gobierno de Castello Branco (1966), después de un período ejemplar de libertad de expresión (considerando que el régimen era excepcional), tenía la intención de aprobar una Ley de Prensa para enmarcar los delitos cometidos en el ejercicio de la profesión. En ese momento, Jornal do Brasil buscaba persuadir al gobierno para que adoptara una legislación genérica de responsabilidad, incluidos médicos, industriales que ignoran las especificaciones de sus productos, ingenieros cuyos trabajos contienen fallas, etc.

La legislación específica contra los crímenes de prensa (infracciones de responsabilidad como cualquier otra) otorga a la actividad periodística un privilegio legal injustificable. La predicación de Jornal do Brasil no tuvo éxito y se aprobó la Ley de Prensa. El único elemento que puede limpiar la prensa es una revitalización general del sentido de responsabilidad. Primero, desde el gobierno, creando el clima de libertad con respeto. Luego, de fuentes de noticias que, al darse cuenta de la falta de atención o descuido del periodista, aprovechan la situación para “plantar” informes peligrosos. Y finalmente, de la empresa periodística, de donde debe surgir una atmósfera permanente de seriedad y dignidad.

El periodista que percibe una actitud floja en la nota escrita por la gerencia o los editoriales la absorberá inconscientemente, adoptando los mismos estándares. El periodista mezcla la responsabilidad mucho más fácilmente que el castigo y la agencia. Especialmente si esta responsabilidad es un estándar de toda la sociedad que representa. El periodista sabe que escribir una nota de tres líneas podría estar destruyendo una reputación y una vida. Trabajando detrás de escena, evalúa su fuerza. Para él, un límite, siempre que no sea arbitrario, es más cómodo y protector que la impunidad.

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“Needed: Similar people with different dispositions”

Are there any special professions? How is journalism different from other activities of modern society? Is journalism a profession or a state of mind?

Even in a communications company, journalists are considered privileged. Those who seek power deify them. Those who have come to power abhor them. The public sees them mythologically. What, then, is the journalist? We have already seen in the introductory chapter the development through which the profession went and its study. We have already seen that the journalist relates to the reader as a psychoanalyst with his patient, a husband with his wife, the father with his son. They are mirrors of each other, reflexes, continuations, interactions, parts, in short, of the same process. Journalist is the intermediary of the society, has been the American sociologist Paul Lazarsfeld.

We have already noted that journalism, as an essentially intellectual activity, presupposes in its exercise a series of moral and ethical values. The process of informing is known to be a formative process; therefore, the journalist is ultimately an educator. This list of characteristics, however, is general in character. What are the specific components of the journalistic attitude? A detailed exegesis is necessary, the in order to prevent the journalist from assuming a priori “behavior” without the proper psychological and subjective ballast.

In this regard, it is worth mentioning experiences we had with PUC classes and in internal seminars to train interns at Jornal do Brasil. Believing that a journalist’s professional training also includes careful subjective and sensory preparation, just as the architect must be prepared to feel volumes, spaces and forms, we call upon some experts to prepare the “inside” of the future journalist. In others opportunities, already thinking about the professional journalist The journalist must not necessarily compose the expansive, enthusiastic, agile, “tough” type whose image the public has already mentalised. It can even be silent and delicate. But intimately it must be an unruly and restless spirit. The journalist cannot be content with the first information, impression or inference, nor accommodate to the first obstacle. How often is not news great news? Just work it out. Pejoratively, the journalist is said to be a digger. We would say, improving the term, that the journalist is a permanent seeker.

An accepting journalist is not a journalist. The pessimistic or cynical press professional prejudices, does not believe what can happen because he already knows what will happen. Who doesn’t believe in the news doesn’t pursue and does not find it. There is an optimistic component within the profession that makes it vulnerable to trends, sharpens perception, spurs creativity. This unrest generated is generated by a permanent awareness. Any abnormalities must be perceived, then uncovered.

The journalist is the professional of inquiry, of questioning. At the operational level, the journalist is characterized by permanent decision making. Even without fast decision making training, you are always making fast-paced decisions. If a photographer, it is the angle of photography that matters, a decision, therefore. If you are a reporter, it matters the focus of the news, the question to the interviewee and the choice of the interviewee himself. If you’re a boss, you have to ceaselessly evaluate the incredible mass of information poured on your desk, gauge its truth, gauge its importance, and define its prominence. In writing, every word is a decision, every information, a decision, every orientation, decision. Throughout his daily activity – and we have seen that it is not limited to working hours – the journalist selects and chooses. In this succession of alternatives that results in the choice of one of them, the sense of responsibility is included as a logical consequence. Here is a wide debate about the exercise of the profession and the limits imposed on it. Every time the press bothers you, the first reaction is to shut it up. This creates a crime seesaw and punishment that results in census regimes, with such dire consequences.

Few remember, however, to resort to the only means capable of placing the investigative spirit of the journalist in the context of the social contract under which we live – the law of responsibility. At the end of the Castello Branco administration (1966), after an exemplary period of freedom of expression (considering that the regime was exceptional), it was intended to approve a Press Law to frame the crimes committed in the exercise of the profession. At the time, Jornal do Brasil sought to persuade the government to adopt generic liability legislation, including doctors, industrialists who disregard the specifications of their products, engineers whose works contain flaws, etc. Specific legislation against press crimes – breaches of liability like any other – gives journalistic activity unjustifiable legal privilege. The preaching of Jornal do Brasil did not succeed and the Press Law was approved. The only element that can clean up the press is a general reinvigoration of the sense of responsibility. First, from the government – creating the climate of freedom with respect. Then, from news sources, who, realizing the reporter’s inattention or carelessness, take advantage of the situation to “plant” dangerous reports. And finally, from the journalistic company, where a permanent atmosphere of seriousness and dignity must come from.

The reporter who perceives a loose attitude from the management or in editorials will unconsciously absorb it, adopting the same standards. The journalist mingles responsibility much more easily than punishment and agency. Especially if this responsibility is a society-wide standard that it represents. The journalist knows that writing a three-line note could be destroying a reputation and a life. Working behind the scenes, he assesses his strength. For him, a limit, as long as it is not arbitrary, is more comfortable and protective than impunity.

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Dines, Alberto. O Papel do Jornal e a Profissão de Jornalista . Summus Editorial. Kindle Edition.

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Moico Yaker — Artista judío-peruano/Peruvian Jewish Artist — Sobre “Teniendo problemas para rezar” “On Having Trouble to Pray”

 

Moico Yaker Editadas (3)
Moico Yaker

Moico Yaker’s Website

Moico Yaker

Moico Yaker nació en Arequipa, Perú in 1949. Estudió Arquitectura en la University of Miami (EEUU), También estudió literatura, filosofía e historia en la Universidad Hebrea de Jerusalem. Fue a la Escuela de Dibujo y Pintura “Byam Shaw” en Londres y a la École National Supérièure de Beaux-Arts, Paris.

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Moico Yaker was born in Arequipa, Peru, in 1949. He studied Architecture at the University of Miami, Miami, Florida, He also studied literature, philosophy and history at the Hebrew University in Jerusalem. He attended the “Byam Shaw” School of Drawing and Painting in London and the École National Supérièure de Beaux-Arts in Paris.

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“Tener problemas para orar” es una serie continua de sesenta dibujos que representan a un adorador cuya crisis existencial asume dimensiones inesperadas y a veces fantásticas.

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SOBRE “TENIENDO PROBLEMAS PARA REZAR”

Una mañana en Tel Aviv, decidí que la única forma en que podía orar era salir a las calles en busca de una persona religiosa que me obligara a hacerlo. Necesitaba sentir que las rayas de cuero del tefilín apretaban mi piel para precipitar nuevamente de mi corazón el fluido de las emociones que una vez me calentaron los días. Paseé por las calles de Bnei Barak infructuosamente durante unos días, pero no pude encontrar lo que estaba buscando. “Tener problemas para orar” comenzó allí, donde la representación intenta cumplir el mismo acto de orar. . .o de “no rezar”. Un ritual matutino de rayas de tinta en la piel del papel.

Ese día dibujo mi oración mientras mis dedos, enredados en rayas, corren como sangre tan negra como un toro furioso. A la mañana siguiente, mientras dibujaba mi lectura de las palabras santas, son cálidas, como el gato de mi hija acariciando mi pierna. Pero debo concentrarme y trato de encontrar una mejor posición para leer mis oraciones. Me paro en un brazo. Puse el libro en el suelo y lo leí doblado. Pero luego un olivo comienza a crecer de mis dedos, y lo aprieto en mi brazo para dejar claros signos de mi devoción. Al día siguiente, el arbusto ha crecido profusamente, ha florecido. Cuando escuché un zumbido y vi que un grupo de insectos se había unido a mí, cantando al unísono, combinamos nuestras voces y vi cómo sus alas estampadas y las rayas negras alrededor de mi brazo se veían iguales. “Todos debemos ser judíos”, dije. Luego comenzaron a llegar pájaros más coloridos y loros de la jungla, que se acomodaron en el árbol que crecía lentamente de mi cuello. Estaba tratando de repetir solemnemente esas palabras que en un trueno unen todas las cosas en una. . . Pero mi cuerpo ahora se sentía tan ligero como un susurro y podía escuchar a todos mis invitados, algunos silbando y otros chillando en el dosel al ritmo de las letras hinchadas de tinta que no había podido leer. Volví a mirar mi libro de oraciones y noté cuán blanco y desprovisto de tinta se había vuelto mi cuerpo sentado. . Me estremecí en mi transparencia, haciendo que todos los pájaros e insectos de tinta negra saltaran en un trueno de la página blanca, volviéndome una vez más al vacío del día. Pero a la mañana siguiente había crecido un limonero donde aún se podía oír el divino grito. tratando de leer n mandarinas. . . Todos éramos judíos y comenzamos a cantar una canción. Tenía que poner fin a todas estas distracciones banales y concentrarme en mi propósito: tenía que liberar mis oídos y mis ojos, esperando alguna respuesta. En silencio, comencé a envolver las filacterias negras y devolverlas a sus pequeños hogares. En el camino, las rayas de tinta negra surgieron abruptamente de la página blanca y comenzaron a girar y girar caprichosamente, recordándome todos los lugares donde habían estado. Un brazo vacío, mi cabeza desnuda, pájaros cantando sobre el amor, un toro furioso, una flor abierta, un ciervo ciego, todos ellos repetidos incansablemente, en blanco y negro, cómo los árboles, pájaros y montañas, nubes y lluvia, se regocijaban en su recreación; un caos organizado en el que las cabezas y los brazos estaban agrupados en patrones de líneas negras que cobraron vida en cantos piadosos.

Me aparté, notando cuán ansiosamente se reproducían. Estaba sudando tinta negra en mi piel de papel blanco. La intensidad de su devoción los había hecho sólidos, como el canto de toda una sinagoga; mi propia voz ya no se podía escuchar. Me escondí dentro de mi chal de oración, deseando el silencio de una respuesta. Hoy mi piel de papel es blanca otra vez, el espacio vacío que refleja esa hora devota en Tel Aviv. No hay respuestas en su superficie, solo la vanidad de otro lunes por la mañana y un leve recuerdo de mi sueño.

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“Having trouble to Pray” is an ongoing series of sixty drawings that depict a worshiper whose existential crisis assumes unexpected and sometimes fantastical dimensions

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“ABOUT: HAVING TROUBLE TO PRAY”

That day I draw my prayer as my fingers, entangled in stripes, run like blood as black as a raging bull. The next morning as I draw my reading of the saintly words, they are warm – like my daughter’s cat caressing my leg. But I must concentrate, and I try to find a better position to read my prayers. I stand on one arm. I put the book on the floor and read it bending. But then an olive tree starts to grow from my fingers, and I squeeze it on my arm to leave clear signs of my devotion. By the next day the bush has grown profusely, it has flowered. When I heard a buzz and saw a group of insects had joined me, chanting in unison, we matched our voices and I saw how their patterned wings and the black stripes around my arm looked just the same. “We must all be Jewish,” I said. Then more colorful birds and jungle parrots began to arrive, arraying themselves on the tree that was slowly growing out of my neck. I was trying to solemnly repeat those words that in a thunder unite all things in one. . . But my body now felt as light as a whisper and  I could  hear all of my guests—some whistling and others screeching on the canopy to the rhythm of the of the ink-swollen letters that I had been unable to read. I looked back at my prayer book and noticed how white and devoid of ink my seated body had become. . .I shivered in my transparency, making all the black-ink birds and insects to jump in a thunder out of the white page, returning me once again to the emptiness of the day. But next morning a lemon tree had grown where the divine warbling could still be heard. There were many juicy fruits, and the weight of the black ink perfumed the intricate branches that grew tightly around the words of awe I was trying to read.

“This fruit must also be Jewish,” I said, hoping to warm my heart with a feeling of mutual understanding. But I had to make sure and insisted on having the round delightful shapes of my fruits perform my ultimate intention. Quickly, I wound them around my own pen and ink as a sign of belonging to my community. And the lemons turned to apples and they became bananas and soon tangerines. . . We were all Jewish and we began to sing a song. I had to end all these banal distractions and concentrate on my purpose—had to liberate my ears and my eyes, hoping for some answer. Silently, I started to wrap the black phylacteries and return them to their small homes. On the way, the black ink stripes abruptly arose out of the white page and started to twist and swirl capriciously, reminding me of all the places they had been. An empty arm, my naked head, birds singing about love, a raging bull, an open flower, a blind deer, all of them repeated tirelessly, in black and white, how trees, birds and mountains, clouds and rain, rejoiced in their recreation; an organized chaos in which heads and arms were bundled up in think , black-lined patterns that became alive in pious chanting.

I stood back, noticing how eagerly they reproduced. I was sweating black ink on my white paper skin. The intensity of their devotion had made them become solid, like the chant of a whole synagogue; my own voice could no longer be heard. I hid within my prayer shawl, wishing for the silence of an answer. Today my paper skin is white again, the empty space reflecting that devout hour in Tel Aviv. There are no answers on its surface, only the vanity of another Monday morning and a faint remembrance of my dream.

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Las sinagogas de Ciudad México/ The Synagogues of Mexico City

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Las sinagogas de Ciudad México/ The Synagogues of Mexico City

En la Ciudad de México, hay una plétora de sinagogas que sirven a la comunidad de 35 mil judíos. La gran mayoría son ortodoxos: Askenazí, de origen europeo, Misrají,—en general de origen de Siria y Sefardí, de origen de los descendientes de los que tuvieron que dejar España después de 1492. Además, hay dos sinagogas de Masorti Olami (Conservadora) que tienen, en general, rabinos y cantores entrenados en el Seminario Judío-latinoamericano “Marshall Meyer Z”L”. Y hay centros de Jabad, ultra-ortodoxo.

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In Mexico City, there is a plethora of synagogues that serve the community of 35,000 Jews. The vast majority are Orthodox: Ashkenazi of European origin, Misrajíes — in general from Syria and Sephardic, of origin from the descendants of those who had to leave Spain after 1492. In addition, there are two synagogues of Masorti Olami (Conservative) that they have, in general, rabbis and singers trained in the Jewish-Latin American Seminary “Marshall Meyer Z” L “. And there are centers of Chabad, ultra-orthodox.

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Algunas de las sinagogas destacadas de la Ciudad de México

Some of the Outstanding Synagogues of Mexico City     

 

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Sinagoga Histórica “Justo Sierra”   — Ortodoxa                                            

Sinagoga Histórica “Justo Sierra” post

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Comunidad Bet-El  — Conservadora
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Sinagoga Bet-El — Interior
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Sinagoga Moguén David — Ortodoxa
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Sinagoga Moguén David — detalle
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Sinagoga Sefaradí  — Ortodoxa
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Rodfe Zedek –     Ortodoxa
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Sinagoga Monte Sinai — Ortodoxa
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Sinagoga Monte Sinai –Interior
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Sinagoga de Colonia Roma
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Comunidad Bet Itzak – Ortodoxa

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Informe sobre dos de las sinagogas en Ciudad México

Information about two of the synagogues of Mexico City

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Bet Izhak

Ortodoxa

La construcción de esta sinagoga culminó en 1967. El ingeniero Boris Albin fue el responsable de la obra, la cual responde a un estilo contemporáneo. Por fuera, podría pasar inadvertido, casi como un edificio de oficinas. Pero vale la pena ingresar para percatarse de que es una hermosa sinagoga, con espacios amplios y mucha iluminación. Es importante aclarar, que pese al aspecto moderno de su exterior, sus adentros son muy similares a las sinagogas del siglo XII, pues sus muros están cubiertos de libros hebreos. Cabe mencionar, que hay un proyecto que quiere construir un centro comunitario Bet Itzjak.

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Bet Izhak

Ortodoxa

Eugenio Sue s / n, col. Polanco

The construction of this synagogue culminated in 1967. The engineer Boris Albin was responsible for the work, which responds to a contemporary style. On the outside, it could go unnoticed, almost like an office building. But it is worth entering to realize that it is a beautiful synagogue, with ample spaces and lots of lighting. It is important to clarify, that despite the modern appearance of its exterior, its insides are very similar to the synagogues of the twelfth century, since its walls are covered with Hebrew books. It is worth mentioning that there is a project that wants to build a Bet Itzjak community center.

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Bet-El

Sinagoga conservadora — Masorti Olami –

Comunidad Bet El de México, AC es una institución religiosa judía del Movimiento

Conservador, fundada en la Ciudad de México en 1961.
Construido en el corazón de la ciudad, en la Colonia Polanco, la Comunidad Beth El fue
formada por una sinagoga para servicios religiosos diariamente, Kabbalat Shabat y
feriados religiosos, además de salones de baile y varios eventos, aulas, auditorio, tienda
judía, área administrativa y Un cementerio cerca de la ciudad.
Además, Community Beth El lleva a cabo diversas actividades en beneficio de sus socios,
como clases de Talmud Torá, educación continua para adultos, cultural, musical, artística
y recreativa, así como un amplio programa de acción social, Hineni.

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Bet-El

Conservative Synagogue — Masorti Olami — Conservative

Community Beth-El of Mexico, AC is a Jewish religious institution of the

Conservative Movement, founded in Mexico City in 1961.Built in the heart of the

City, in the Colonia Polanco, Community Beth-El was formed by a synagogue for

religious services daily, Kabbalat Shabbat and religious holidays, in addition to

ballrooms and several events, classrooms auditorium, Jewish shop, administrative

area and a cemetery near the city.Also, Community Beth El undertakes various

activities for the benefit of its partners, such as Talmud Torah classes, continuing

adult education, cultural, musical, artistic and recreational, as well as an extensive

program of social action, Hineni.

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